Um gesto singelo, quase imperceptível, foi suficiente para acender uma chama de especulações entre fãs do RBD. Durante uma entrevista, Maite Perroni folheava um álbum antigo quando, em determinado momento, cobriu com os dedos o rosto de Anahí em uma fotografia. O movimento, que poderia passar despercebido, foi interpretado como uma atitude carregada de significados, reacendendo a hipótese de desentendimentos entre as ex-colegas de grupo.

O episódio ganhou contornos ainda mais intensos quando Alfonso Herrera publicou uma imagem dos bastidores de uma viagem, em que apareciam Maite sorridente e Anahí em segundo plano, com semblante distante. A publicação, vista como uma ironia, foi entendida por parte do público como uma confirmação de tensões antigas e nunca plenamente resolvidas.

As reações nas redes sociais foram imediatas: fãs se dividiram entre defensores de Maite, que minimizaram o gesto, e apoiadores de Anahí, que viram ali um sinal claro de desdém. O simples deslizar de dedos sobre uma foto transformou-se, em questão de horas, em combustível para teorias, discussões e debates acalorados.

No meio da polêmica, o marido de Maite, Andrés Tovar, decidiu se posicionar. Com firmeza, declarou que a esposa sempre demonstrou amor pelo RBD, pela trajetória do grupo e pelo público, mas destacou que ela jamais aceitaria se envolver em projetos que fossem contra seus princípios. Uma fala que, em vez de encerrar o assunto, acabou alimentando novas interpretações sobre bastidores e divergências.

Por sua vez, Paco Álvarez, marido de Dulce María, preferiu uma abordagem mais cautelosa. Ao ser questionado, limitou-se a afirmar que apenas os próprios integrantes têm legitimidade sobre o grupo e sobre a empresa que criaram, evitando se aprofundar em polêmicas ou tomar partido.

Em meio a isso, os demais ex-integrantes celebravam o marco de mais um aniversário da turnê “Soy Rebelde Tour”, o que deveria ser um momento de nostalgia e união. Contudo, a atmosfera de festa acabou sendo atravessada por um clima de dúvida e insatisfação, onde cada gesto é interpretado como um sinal de proximidade ou afastamento.

Esse episódio revela um traço marcante da cultura digital: a capacidade de transformar ações corriqueiras em símbolos de grandes rupturas. Um olhar desviado, uma mão que cobre um rosto, uma legenda irônica — todos esses detalhes, em tempos de vigilância online, ganham uma força desproporcional, principalmente quando envolvem ídolos que marcaram uma geração.

Mais do que uma possível desavença pessoal, o que está em jogo é a relação entre memória afetiva e expectativas do público. Os fãs não apenas consomem a nostalgia, mas também projetam nela um desejo de que o passado continue intacto. Quando um gesto ameaça essa narrativa, surge a sensação de perda coletiva.

No fim, Maite e Anahí podem até ter suas diferenças, como qualquer relação construída ao longo de tantos anos de convivência. Mas o episódio mostra que, para milhões de seguidores, o RBD transcende a música: tornou-se um elo emocional que não admite rachaduras, mesmo que sejam apenas fruto de interpretações apressadas.

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